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                                     E TUDO  COMEÇOU PELAS ÁGUAS VERMELHAS

 

https://www.revistaplaneta.com.br/250-baleias-e-golfinhos-mortos-nas-ilhas-faroe-provocam-mare-vermelha/ 



AS DEZ PRAGAS DO EGITO - ESTUDOS


À Luz da Ciência e do Espiritismo







Por Yaracylda Coimet 

Grupo Irmãos em Oração

RECIFE

Abril de 2021

 

 

 

 

 

 

 

 

 

DESVENDANDO AS DEZ PRAGAS DO EGITO

 

 

 

 

        INTRODUÇÃO



    A tradição judaica e cristã defende ser Moisés o autor do Êxodo. Na versão tradicional bíblica, as Dez Pragas do Egito são apresentadas neste livro  como fenômenos sobrenaturais, e justificadas unicamente por argumentos religiosos. Porém, tais fenômenos foram analisados por grandes pesquisadores científicos e até mesmo por teólogos cristãos, que declararam serem de origem natural, à luz de estudos atuais meteorológicos, biológicos e epidemiológicos entre outros.  


    A ciência evoluiu bastante desde a publicação de Êxodo.  Os pesquisadores têm atualmente uma visão mais abrangente e apurada desses fenômenos, e dispõem de teorias e meios eficazes para decifrá-los com explicações comprovadas por renomados pesquisadores, em sua maioria americanos, sobretudo, biólogos marinhos, ecologistas, toxicologistas e epidemiologistas. 


    Tentaremos resumir estas descobertas, apresentando algumas obras que tratam do assunto.

 

 

 

 

 

 

 

 

AS DEZ PRAGAS DO EGITO:

 


    Conversão das águas do rio Nilo em sangue envenenado: Ex 7,17-25

 

    Invasão de rãs nos rios e nas casas do Egito: Ex 7,26-

 8,11.

 

    Onda de mosquitos: Ex 8,12-15.

 

    Sanha de moscas venenosas ou de vespas: Ex 8,16-28.

 

    Peste sobre o gado: Ex 9,1-7.

 

    Tumores e pústulas nos homens e no bestiame (porção de bestas de carga): Ex 9,8-12.

 

    Geada [Chuvas de granizos]:  Ex 9,13-35.

 

    Invasão de gafanhotos:  Ex 10,1-20.

 

    Trevas sobre o país: Ex 10,21-27.

 

10ª   A morte dos primogênitos dos egípcios: Ex 12,29 ss.

 

 

 

VISÃO DE UM TEÓLOGO

 



 

 

Dom Estêvão Bettencourt

 

    Batizado Flávio Tavares Bettencourt, monge da Ordem de São Bento, do Mosteiro Rio de Janeiro.  Um dos mais destacados teólogos brasileiros do século XX, tendo sido conhecido também no exterior.




-QUAIS AS CONTRIBUIÇÕES DESTE TEÓLOGO E FILÓSOFO BRASILEIRO?

 


    Dom Estêvão nasceu em 1919, no Rio de Janeiro. Aos quatro anos, porém, mudou-se com a família para Paris (França), onde iniciou seus estudos no Lycée Buffon. Retornando ao Brasil em 1928.  Era escritor, muito culto, erudito, dominava várias línguas, (possuía profundo conhecimento do grego, latim, francês, inglês e alemão). Foi um dos maiores conhecedores eclesiásticos dos assuntos bíblicos. Com 21 livros publicados, especialmente nas áreas bíblica e de estudo das seitas. 

 

Em 1937 - Roma, onde foi estudar Filosofia e Teologia. 

 

Em 1973 - Em Jerusalém especializou-se em Arqueologia e Exegese Bíblica.

    

De 1957 a 2008 - Editou a revista Pergunte e Responderemos (também pelas Edições Lumen Christi), da qual foi autor e redator de toda matéria publicada até seus últimos dias em 14 de abril de 2008.

Participou de várias conferências e debates no Brasil e no Exterior (Chile, Venezuela, Itália, Austrália etc.). 

   

    Em seu livro  PARA ENTENDER O ANTIGO TESTAMENTO, declara que Moisés(*) “incute o caráter portentoso de tais pragas, atribuindo-os à intervenção explícita do Senhor''. No decorrer dessa obra, ele faz uma análise da época, delimitando inicialmente o período em que as pragas devem ter ocorrido, e indica o que pode, realmente, ter acontecido:

(…) as dez pragas se devem ter sucedido entre os meses de junho e abril subseqüente. 

    Com efeito, o versículo 1 do capítulo 3 do livro do Êxodo (*), falando do pastoreio de ovelhas na estepe, e o versículo 12 do capítulo 5, aludindo à confecção de palha, referem circunstâncias da vida do Egito nos meses de maio e junho. Ora pouco depois (versículo 6,1) começaram a se desencadear os flagelos (...), o primeiro (...) condiz bem com a situação do país em junho;  (...) a morte dos primogênitos coincidiu com a primeira Páscoa, ou seja, com o início da primavera (mês de abril). [GRIFOS NOSSOS]


    Dom Estêvão conclui que  “(...) os flagelos que, dentro do período assinalado, se produzem naquele país por ação de fatores naturais, dado o concurso de circunstâncias particulares”. [GRIFOS NOSSOS]


    Enfatiza ainda que o próprio faraó Ramsés II, homem inteligente, sabia que, pelo menos no caso das nove primeiras pragas, se tratavam de fenômenos naturais :


 (...) Também a renitência do Faraó (*) insinua que o monarca não se impressionou pelas nove primeiras pragas; estas, portanto, não lhe pareciam – e realmente não terão sido – fenômenos até então inauditos. [GRIFOS NOSSOS]

 


  • PRIMEIRA PRAGA 

     

    Com base nos estudos de P. HEINISCH, professor da Universidade de Nimwegen (Holanda), que aponta fatos históricos que podem servir para ilustrar o texto bíblico, Dom Estevão argumenta:


    “Em setembro de 1913, verificou-se numa baía perto de Kiel (Alemanha) a irrupção de numerosíssimas pulgas de água (daphnia(*) e, crustáceos cladóceros); estas, juntamente com os coanoflagelados que aderiram à couraça das mesmas, consumiram todo o oxigênio da água, ocasionando o perecimento dos peixes da baía por sufocação. A massa dos crustáceos invasores dava a impressão de que um corante avermelhado havia sido derramado nas águas, o que bem se explica pelo fato de trazerem as pulgas de água algumas gotinhas de óleo vermelho no seu organismo”;

 

    Está averiguado que também certos “flagelos” rubros ou euglena vermelha (euglena sanguinea), caso se tornem numerosos, dão colorido sanguíneo à água.

 

    O chamado “Lago Vermelho” perto de Lucerna (Suíça) deve o seu matiz característico a uma espécie de alga (oscillatoria rubescens).

 

    O Teólogo explica que devido ao envenenamento das águas do Nilo, seguiram-se outras calamidades, o que nos parece um encadeamento plausível.

 


  • SEGUNDA, TERCEIRA E QUARTA PRAGAS 

     

    As invasões de rãs, mosquitos e vespas são consequência das enchentes do Nilo. 

     

    Normalmente, rãs e mosquitos põem ovos na água ou sobre as águas, onde os mesmos se desenvolvem. Quando, pois, se verificam inundações, multiplicam-se; esse seria um dos fatores principais para o aparecimento de tais animais, que, em consequência, penetram nas habitações dos homens e os molestam. [GRIFOS NOSSOS]

 

    As águas terão ocasionado também o ambiente favorável à reprodução extraordinária de moscas venenosas.


  • QUINTA E SEXTA PRAGAS 

     

    Inundações e invasões de animaizinhos provocam não raro doenças e epidemias, em animais e humanos, como as que se deram na quinta e na sexta praga. [GRIFOS NOSSOS]

 

 

  • SÉTIMA PRAGA

     

    A geada (sétima praga) é um fenômeno que se terá produzido no mês de fevereiro, quando ela se verifica no Egito. [GRIFOS NOSSOS]

 


  • OITAVA PRAGA

     

    Uma invasão de gafanhotos (oitava praga) também não seria para estranhar em fevereiro ou março, mormente em países orientais, onde tal calamidade parece ter ocorrido com certa freqüência (cf. Jl 1,4; Am 4,9). [GRIFOS NOSSOS]


  • NONA PRAGA

     

    Quanto às trevas, que constituem a nona praga, terão sido acarretadas pelo famoso vento quente dito khamsin ou simun

 

    Este sopra a partir do deserto, carregando consigo enormes quantidades de areia, suficientemente espessas para provocar o escurecimento da atmosfera. Sua ação se faz sentir em março ou abril, por vezes ainda em maio, e no decurso de dois, três, até seis dias contínuos, durante os quais ainda hoje as estações ferroviárias funcionam à luz acesa em pleno dia. 

     

Conforme Heródoto (Livro III, cap. XXVI*), parte do exército de Cambises foi sepultada nas areias desse vendaval. [GRIFOS NOSSOS. VER GLOSSÁRIO]

 

 

  • DÉCIMA PRAGA

     

    No tocante à décima calamidade (morte dos primogênitos), nenhum fenômeno ordinário se lhe pode comparar (*). Foi decisiva para que Faraó se rendesse. Porém, Dom Estêvão não tece considerações científicas a respeito. [GRIFOS NOSSOS]

 

(*) - Como veremos na sequência, no artigo de Fátima Granja, contrariamente a esta afirmação, a Décima Praga também se explica cientificamente. Também no tocante às explicações dadas por Dom Estêvão, cabe salientar que  a autora traz maiores elucidações científicas dos fatos que ocasionaram a terceira e a quarta praga. 



**********







VISÃO ESPÍRITA COM BASE NA CIÊNCIA


O Número especial da revista FIDELIDADE ESPÍRITA


Número especial,24, ano 2, Set. 2004.



    Nessa revista, a conhecida autora espírita Fátima Granja, estudiosa da Bíblia, recorrendo a passagens da Bíblia de Jerusalém e  ao documentário Esses homens Fizeram o Judaísmo, da Enciclopédia Larousse Cultural, compendia em seu artigo os estudos de renomados pesquisadores, sobretudo, dos americanos JOHN MARR (Nova York) e CURTIS MALLOY (Universidade de Columbia), cujos trabalhos fundamentaram o Documentário do BBC World Wide Américas. Inc. e Oxford Scientific Films, veiculado pelo canal Discovery, igualmente apresentado em 2004.

 

 

 

CONTEXTUALIZANDO OS FATOS



    A exemplo do que fez o teólogo Dom Estêvão, a autora espírita Fátima Granja também delimita o espaço e o tempo em que ocorreram os pretensos “fenômenos sobrenaturais” descritos em ÊXODO (*)


    Na sequência, buscamos cotejar os escritos da autora com outros dados históricos concernentes ao que precedeu e acompanhou tanto a migração quanto o êxodo dos Hebreus no Egito, aliás não só esse povo, pois havia também Cananeus no cativeiro do Faraó. 



  • MIGRAÇÃO DOS HEBREUS PARA O EGITO

     


    Uma grande seca, por volta do ano de 1700 a.C. atingiu a Palestina (Canaã), em consequência, hebreus e cananeus se viram obrigados a procurar um lugar melhor para sobreviver, e por isso foram para o Egito. Mais tarde foram escravizados pelo Faraó RAMSÉS II e, depois, libertados por MOISÉS, que os levou à Terra Prometida,  CANAÃ. 

     

Porém, historicamente se discute esta libertação, posto que houve muitas evasões com as fugas dos escravos cativos no Egito. [COMENTÁRIOS NOSSOS]


    A terra conhecida como Canaã estava situada no território que hoje abrange Israel, Cisjordânia e Gaza, Jordânia e o sul da Síria e do Líbano. Ao longo do tempo, muitos nomes foram dados a esta área. O nome mais antigo conhecido era "Canaã"(*). [VER GLOSSÁRIO]



  • ANO -ÉPOCA HISTÓRICA DO ÊXODO


    Segundo estudiosos, os fatos teriam ocorrido em torno de 1270 a.C., durante o reinado do Faraó RAMSÉS II. Os fatos narrados em  ÊXODO (*).


  • LOCAL


    Delta do rio Nilo, em torno da cidade de Mênfis, ao sul do Cairo, atual  capital do Egito. Os escravos viviam na região de Gósen, onde estavam domiciliados os israelitas (cf. 8,18; 9,6s.26), a 80 e 120 km, ao nordeste dos primeiros assentamentos egípcios do delta do Nilo.

 

    A Terra de Gósen (localizada no Delta oriental, é conhecida como "Gesem" ou "Kesem" ) é chamada na Bíblia como o lugar no Egito dado aos hebreus pelo faraó de José, e a terra de onde, mais tarde, deixaram o Egito na época do êxodo. 

 

    No Antigo Egito, os assentamentos eram feitos como os tijolos de adobe e fibras vegetais. (Cf. Urbanismo e Cidade no Antigo Egito. Algumas considerações teóricas. Liliane Cristina Coelho )

 


  • DURAÇÃO


    O exílio dos Hebreus no Egito durou 40 anos. Mas o êxodo, segundo os fatos, vai de Maio a Abril do ano seguinte, na Páscoa judaica [Tal determinação baseia-se nos fenômenos climáticos atmosféricos da região naquela época. Alguns deles  acontecem nos tempos atuais]. 

 


  • A IMPORTÂNCIA DO RIO NILO NA ÉPOCA

   

  • Produção de húmus.

  • Água Potável - para os animais e o povo - para vários usos.

  • Irrigação da agricultura.

  • Para construção


    “Existia uma regra que deriva da função dos assentamentos no urbanismo egípcio. Segundo esta norma, a distância entre centros urbanos provinciais deveria ser regular: as cidades deveriam estar distantes 40 km, ou um dia de navegação pelo Nilo.

     

    Essa regulamentação mostra quão importante era o rio Nilo para os antigos egípcios, que costumavam utilizá-lo como a principal via de transporte do país.” (Liliane Cristina Coelho). [GRIFOS NOSSOS]



  • EXPLICANDO AS PRAGAS DE ACORDO COM FÁTIMA GRANJA 


    Assim como fez Dom Estêvão, a autora espírita, como supracitado, explica os fenômenos naturais que causaram as DEZ PRAGAS DO EGITO

    Na sequência, apresentaremos as as explicações através de um esquema didático, a saber:


  •     PRAGA: 

Conversão das águas do rio Nilo em sangue envenenado. Ex 7,17-25


1-O QUE CAUSOU AS ÁGUAS VERMELHAS?


2- E POR QUE OS PEIXES MORRERAM?


1- As marés vermelhas não provêm unicamente das enchentes que removem as terras vermelhas do leito do Nilo, mas da proliferação de algas vermelhas. A bióloga marinha  JoAnn M. Burk-hold, da Carolina (USA), mundialmente conhecida, comprovou que a Pfiesteria, que secreta uma neurotoxina.

 

2- A Pfiesteria secreta cinco substâncias tóxicas narcotizantes, em contato com substância secretadas pelos peixes, essas neurotoxinas, causando ulcerações, destroem as carnes dos peixes e provocam sua morte.  

 

  • Esse primeiro flagelo vai desencadear uma série de desastres ecológicos que engendram outras “pragas”.



    PRAGA:

Invasão de rãs nos rios e nas casas do Egito: Ex 7,26- 8,11.


1-POR QUE AS RÃS INVADIRAM AS CASAS?


2-COMO SE JUSTIFICA A GRANDE QUANTIDADE DE RÃS?


1- Sem peixes para se alimentar dos girinos, as rãs partiram do rio tóxico, para procurar alimento na terra. Além de que o comportamento destes anfíbios assemelham-se aos sapos atuais. “migram para a terra, atacando pães, fornos (..) e são atraídos por pontos de calor e sol porque os insetos também são atraídos para esses pontos e ás vezes pelo calor ou pela luz, caindo no chão e os sapos os devoram”. 



2- Na Bíblia, a palavra “safatéia” designa tanto sapos como rãs, por isso foi traduzida como rãs. O professor RICHARD WASSERSUG (da Universidade da Nova Escócia), pesquisador em anfíbios, mundialmente conhecido, observando o comportamento das ditas rãs em Êxodo, atesta ser semelhante ao dos sapos do gênero Bufo e não das rãs. Os Bufos podem produzir centenas de milhares de ovos, o que justifica a imensa proliferação citada na passagem bíblica. Porém, morreram todos também com o imenso calor, se entulhando aos montes e, como dito na bíblia “a terra ficou poluída”. [GRIFOS NOSSOS]



    PRAGA

Onda de mosquitos: Ex 8,12-15.


1-O QUE CAUSOU A ONDA DE MOSQUITOS?


2-POR QUE ESSES MOSQUITOS FORAM TÃO NUMEROSOS E ATACARAM HUMANOS E ANIMAIS AO MESMO TEMPO?



    1- Tudo parece se encaixar, os sapos são os grandes predadores dos mosquitos, quando morreram, além de seus detritos fétidos terem atraído os mosquitos, estes se proliferaram porque não havia mais seu predador. 

    Richard Brown, Curador do Museu de Entomologia do Mississipi, colaborou com as pesquisas de Marr e Malloy, salientando que além das condições acima citadas, havia também a umidade e a região de pastagem que favoreceram o surgimento e a proliferação das larvas de mosquitos.


2- Os mosquitos que sabiam que existiam naquela época, e que atacavam os humanos, não atacavam os animais.  Diante desse impasse, Marr e Malloy, decidiram deixar momentaneamente o problema dos mosquitos e continuaram pesquisando as outras pragas seguintes. Até que, através dos pesquisadores do Plum Island Animal Disease, chegaram aos minúsculos mosquitos culicoides, que atacam humanos e animais, eles se adentram pelos cabelos (por isso são confundidos com piolhos) e atingem todo o corpo provocando manchas na pele e coceiras terríveis que provocam feridas. Eles vivem e se proliferam em locais com água estagnada, com vegetação e matéria orgânica em decomposição. Porém estes mosquitos não voam muito longe,  no máximo a 50 metros, por isso os hebreus e seus rebanhos que estavam longe, em Gosén, foram poupados. [GRIFOS NOSSOS]



    PRAGA

Sanha de moscas venenosas ou de vespas: Ex 8,16-28.


1-QUE MOSCAS SERIAM ESSAS QUE SE PROLIFERARAM TÃO RAPIDAMENTE E EM TAMANHA QUANTIDADE? 


    Com a colaboração do professor Andrew Spielman, da Harvard School of Public Health, os pesquisadores americanos descobriram se tratar da “mosca dos estábulos”, que põe até mais de 500 ovos de uma só vez. Além do que, a existência no local de rebanhos de gados e manadas de cavalos,  causando o acúmulo de excrementos no solo, formavam as condições favoráveis para a explosão das tais moscas. E  elas picam e causam doenças.  Há, segundo a autora, registros de que os ovos destas moscas foram usados como arma biológica na Primeira Guerra Mundial. [GRIFOS NOSSOS]



    PRAGA

Peste sobre o gado: Ex 9,1-7.


1-O QUE PODERIA TER CAUSADO UMA DOENÇA EPIDÊMICA DO GADO E DOS EQUINOS?


    Segundo o virologista Roger Breeze, Diretor do Plum Island Animal Disease, centro que era administrado pelo Exército, “onde se estudavam doenças muito perigosas, e costumava ser uma instalação de armazenamento dos vírus mais letais, a maioria das doenças mais perigosas são originárias da África”. A quinta praga teria sido causada por dois vírus: um que causa a peste equina africana, afeta as células que revestem os vasos sanguíneos dos equinos e os destrói, o líquido restante e se infiltra nos seus pulmões e os animais morrem de edema; e um outro, que causa a bluetongue(*) , moléstia que afeta os ruminantes, gado, ovelha e cabras, que tinham febre, a língua azulada e inchada, por isso babavam. Ambos são transmitidos pelo mosquito culicoide (espécie de maruim) e por isso se espalharam rapidamente naquela área. [GRIFOS NOSSOS]



    PRAGA:

Tumores e pústulas nos homens e no bestiame (porção de bestas de carga): Ex 9,8-12.


1-QUE DOENÇA CAUSOU AS PÚSTULAS EM HUMANOS E ANIMAIS?



1- Uma bactéria, o MORMO, que era transmitida pelas moscas dos estábulos, atacava as glândulas linfáticas, causando bolhas, pústulas e úlceras, e foi confundida com a peste bubônica. Homens e animais eram vitimados. Era uma doença progressiva que levava a óbito. [GRIFOS NOSSOS]



     PRAGA

Geada [Chuvas de granizos]:  Ex 9,13-35.


1-POR QUE UNICAMENTE OS EGÍPCIOS FORAM ATINGIDOS PELAS CHUVAS DE GRANIZO?


1- Foi chamada de CHUVA DE PEDRAS pelos hebreus. Esse fenômeno é conhecido na Palestina, em outubro de 1997, houve devastadoras chuva de granizos (*). Elas destroem as plantações, danificam os tetos da casa e podem ferir animais e humanos. Conforme a intensidade da tempestade, as pedras de gelo podem se acumular em até mais de um metro de altura. Elas não atingiram os assentamentos dos israelitas porque se encontravam fora da área onde este fenômeno ocorre, longe do Delta do Nilo. Pois, para que haja este fenômeno meteorológico é preciso os seguintes fatores: que as gotas de água que se evaporam dos rios, mares e da superfície terrestre e que, quando chegam às nuvens e encontram temperaturas abaixo de -80°C, para virarem gelo. [GRIFOS E ACRÉSCIMOS NOSSOS]



8ª PRAGA:

Invasão de gafanhotos:  Ex 10,1-20.


1-POR QUE OS GAFANHOTOS INVADIRAM OS ASSENTAMENTOS EGÍPCIOS?


1- Eram comuns as nuvens invasivas de gafanhotos na região das plantações às margens dos rios e em seu entorno. Ainda hoje, ocorrem em países africanos, e até mesmo na América do Sul. No relato bíblico, eles acabaram a última fonte de alimentos da qual dispunham o povo egípcio depois da tempestade de granizos. Gafanhotos são insetos migratórios que buscam alimentos nas plantações de cereais e pomares frutíferos,  nas regiões mais quentes, para se reproduzirem, por isso os assentamentos egípcios foram invadidos por esta praga. Segundo Fátima Granja, dez gafanhotos podem devastar uma mangueira. O agrônomo Ricardo Felicetti explica que o tempo seco e quente, o vento e alimento são as causas para esta invasão de gafanhotos, que passaram comendo o que viram pela frente. O VENTO, como veremos em seguida, foi um dos fatores preponderantes na explicação da oitava e nona praga. [GRIFOS NOSSOS] 



9ª  PRAGA:

Trevas sobre o país: Ex 10,21-27.


1- POR QUE AS TREVAS DURARAM TRÊS DIAS? 

2-O QUE AS CAUSOU?


1- Segundo Êxodo, durante três dias as pessoas não puderam sair de casa, tamanha era a escuridão. É que os ventos do deserto sopram durante dias. Poderia se tratar dos  ventos sinóticos do DESERTO do SAARA. O Simum é um vento quente que sopra do centro da África em direção ao norte, é capaz de provocar grandes tempestades de areia que sopram sobre vastas áreas, e ocorrem quando a umidade do ar é muitíssimo baixa, por isso duraram vários dias as tempestades por eles causadas. [COMENTÁRIOS NOSSOS]


2- As tempestades de areia que são trazidas pelos VENTOS DO DESERTO causam grandes transtornos, pois, além de não haver nenhuma visibilidade espacial, elas soterram pessoas, casa, lavoura e até rebanhos. Fátima Granja destaca que elas tornaram os egípcios ainda mais vulneráveis, pois até as terras que poderiam ser novamente cultivadas estavam soterradas. [VER GLOSSÁRIO Tempestade de Areias]



10ª PRAGA:

A morte dos primogênitos dos egípcios: Ex 12,29 ss.


1-POR QUE OS PRIMOGÊNITOS MORRERAM?

 

2-QUE ACHADOS MÉDICO-CIENTÍFICOS LEVARAM OS CIENTISTAS A COMPREENDER A MORTE DOS PRIMOGÊNITOS?

 

1-A autora espírita, baseada nas pesquisas de Marr e Malloy, explica que, os celeiros estavam contaminados por um fungo  dos grãos, o bolor negro,, causado pelas fezes dos gafanhotos depositadas sobre as plantações. Por outro lado, as camadas de areia que soterraram os celeiros, o que restava dos alimentos, foram  superaquecidos apodrecendo e favorecendo a formação de bolores. Sendo os celeiros  muito importantes, era privilégio dos Príncipes primogênitos terem acesso a esses locais, onde escolhiam os melhores grãos para sustentação da corte e do seu povo. Sendo assim, os primogênitos foram os primeiros a serem contaminados, pois bastaria respirar o ar infectado pelo fungo (e as micotoxinas) para contrair doença respiratória. As fezes dos gafanhotos haviam  contaminado os alimentos, assim as micotoxinas explicam a Décima Praga do Egito. Essa foi a última praga, pois sem encontrar explicação plausível, o  Faraó Ramsés II acredita nas ameaças de Moisés e liberta os escravos hebreus do cativeiro. [GRIFOS NOSSOS]

 

 

2- O médico Eduardo Montaña, pesquisador em Atlanta, investigando a morte de bebês de Cleveland, descobriu que o bolor negro, em parades de madeira das casas locais,  crescei sobre substâncias orgânicas e que, em certas condições produziam micotoxinas, causando a doença que atinge os pulmões, a HEMOSSIDEROSE, que resultara no óbito de várias crianças, descreve Fátima Granja:


A hipótese é que a micotoxina entra pela corrente sanguínea nos interstícios pulmonares e causa uma falência nos capilares, ocorrendo uma falência no tecido pulmonar. Isso, quando ocorre de maneira maciça, provoca tosse e causa hemorragias pela boca. A micotoxina produzida pelo bolor negro era conhecida por causar doenças em animais, mas jamais se soube que houvera afetado seres  humanos. (...) recentemente, 50 anos depois de sua descoberta, um dos mais intrigantes manuscritos da Antiguidade foi decodificado … século II a.C. )...) Era para que os israelitas destruíssem qualquer habitação em que fosse encontrado o bolor. ”. [GRIFOS NOSSOS]



Apesar das micotoxinas serem consideradas atualmente como um problema de saúde pública, a autora salienta que “os fungos que as produzem, só se desenvolvem em condições extremamente favoráveis, como em edifícios  decadentes e sem saneamento”.

 

 

 

  • CONCLUSÃO DA AUTORA


 

Ela encerra seu artigo sabiamente afirmando que:


    “Não há  uma prova conclusiva de que tudo isto tivesse acontecido exatamente dessa forma, mas é uma explicação avançada e coerente. Um estudo em que houve cooperação multidisciplinar, usando conhecimentos cientificamente comprovados de que  a saúde e a doenças estão inseridas na frágil ecologia dos ambientes humanos.”





  • NOSSAS CONSIDERAÇÕES 



    Partindo da visão espírita sobre os milagres da Bíblia, segundo Allan Kardec, em A Gênese - Os milagres e as Predições segundo o espiritismo, quinto livro da codificação da Doutrina Espírita, a observação dos fatos tidos como sobrenaturais revelam, na maioria dos casos, tanto o desconhecimento científico dos fenômenos, quanto o aspecto místico que os humanos tendem a atribuir a certos acontecimentos. 


    Não dando absolutamente a preponderância à matéria, nem muito menos a crença no que é unicamente tangível, posto que no  ótica espírita acredita-se na existência dos espíritos e de suas influências sobre os atos humanos, percebe-se, porém, que: 

 

    Após os valiosos estudos de Fátima Granja, supracitados, bem como nas análises do eminente Dom Estevão, As Dez pragas do Egito, além de terem sido descritas pela visão de um hebreu, não encontram correlatos egípcios. Denota-se, assim, uma visão unilateral dos fatos, cuja explicação como sendo unicamente de origem religiosa, a priori, só favorecia aos hebreus. 


    Moisés era um homem culto, pois tivera uma educação palaciana até se torarnar adulto, antes de sua fuga para escapar à condenação por assassinato de um feitor egipcio. Ramsés II, como  todo grande faraó, também recebeu uma educação esmerada para a época. 

 

    Ambos tinham, entre outros conhecimentos, noções de agronomia, astrologia e  de outros fenômenos da natureza. Por isso, Ramsés II não se deixou impressionar pelas primeiras pragas e continuou a não cumprir com sua palavra, e não libertou os hebreus cativos.

 

    As cheias do Nilo e suas marés vermelhas não eram novidade, menos ainda as pragas de gafanhotos e tempestades de areia. As parcas condições da “saúde pública da época”  engendravam várias pestes e doenças letais. 

 

    Segundo aponta Fátima Granja, graças a decodificação do manuscrito citado, deduz-se que até o perigo dos bolores era conhecido por Moisés. 


    Os príncipes egípcios tinham seus deuses e acreditavam fortemente na proteção deles, por isso não temiam o deus único de Moisés

 

    No entanto, quando os primogênitos começaram a perecer, Ramsés se sentiu vulnerável e concordou com as exigências de Moisés. Isto porque, por conta justamente dos flagelos causados pelas pragas, não pôde cumprir todos os rituais a seus próprios deuses, e por este fato,  certamente temia ser castigado ou desprotegido. Esta é uma hipótese, que é válida caso ele tenha realmente libertado os escravos. Porém, resta saber se realmente ele os libertou ou simplesmente os escravos tenham fugido. É sabido que, na mesma época, os soldados egípcios estavam enfrentando grandes lutas com os atacantes inimigos em guerras marítimas. 

 

    Há que se levar em consideração que os flagelos enfraqueceram fisicamente os guardas egípcios que eram responsáveis pela vigilância dos hebreus. Por tanto, os motivos religiosos, bem como as condições devastadoras em que se encontravam os assentamentos egípcios do Delta do Nilo, podem terem sido os motivos pelos quais se deu o êxodo dos hebreus.

   

    No tocante a Moisés, além de conhecer os tais fenômenos na região, ele era dotado de forte mediunidade; alguns estudos espíritas apontam como um fenômeno de pneumatografia(*)  a escrita das tábuas dos Dez mandamentos

 

    Conhecendo os fenômenos climáticos e meteorológicos, ele pode ter tido premonições de quando iam se desencadear. Sendo assim, movido por um sentimento caritativo e de amor pelo seu povo, soube usar com astúcia esses conhecimentos e a sua mediunidade para tentar livrar os hebreus dos sofrimentos que lhes eram impostos pelo “impiedoso” Faraó. O soberano egípcio não se deixou intimidar, porque talvez também consultasse seus deuses, como era de costume, e tenha tido premonições similares às de Moisés.  


    No site da Federação Espírita, lemos sobre a mediunidade de Moisés:


    “Uma possível interpretação espírita do ocorrido conduziria ao entendimento de que o médium Moisés recebeu pela escrita direta, em tábuas de pedra, o decálogo, um conjunto de dez ensinos sobre o comportamento do ser humano em relação a Deus e a seu próximo”. (Cf. a FEBNET WEBGRAFIA). [GRIFOS NOSSOS]



    As nossas análises também não podem ser comprovadas, porém, encontram respaldo tanto na Doutrina Espírita, no tocante à mediunidade, na História do Egito Antigo e suas crenças, como nas descobertas atuais da ciência.



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( * ) GLOSSÁRIO [GRIFOS NOSSOS]



ÁGUAS VERMELHAS DO NILO - o biólogo Stephan Pflugmacher, professor da Universidade Técnica de Berlim, na Alemanha, estuda a ação de algas e toxinas que podem causar profundas alterações em cursos aquáticos naturais...Para ele, a “água sanguínea” do Nilo pode ser explicada por uma proliferação de micro-organismos que tingiram o rio e tornaram a água imprópria para o uso.  O efeito de algas microscópicas e cianobactérias. Esses microorganismos se desenvolvem massivamente quando a água é rica em nutrientes e a deixa vermelha”, diz Pflugmacher. [A verdade sobre as 10 pragas do Egito.  Por Gabriela de Castro Neri e Rita Loiola].



BLUETONGUE - A Língua Azul (LA) é uma enfermidade que afeta ruminantes causada pelo Bluetongue Virus (BTV), com 27 sorotipos distribuídos mundialmente. É uma doença infecciosa, transmitida pelos Culicoides, de notificação obrigatória, com restrição ao comércio internacional de animais.



CANAÃ - O nome Canaã, país de Kinani, aparece pela primeira vez em 1470 a.C., na estátua do rei Idrimi (Cf. Hebreus e Filisteus na Terra de Canaã, de José Amadeu Coelho Dias). A definição da palavra como “Terra baixa”, tem origem na Bíblia: “O amorita habita a montanha; o cananeu habita a borda do mar e o vale do Jordão. (Num. 13, 29).  Há afirmação de que Canaã significaria “terra púrpura”, por causa da tinta dessa cor, fabricada no local,  no entanto, etimologicamente, esta teoria não se sustenta.



CHUVAS DE GRANIZOS - O granizo é formado principalmente nas nuvens do tipo cumulonimbus, que se desenvolvem verticalmente e atingem grandes altitudes. Gotículas de água adentram essas nuvens e, em seguida, são congeladas em razão das condições térmicas, com temperaturas inferiores a 0° centígrados. O granizo é formado principalmente nas nuvens do tipo cumulonimbus, que se desenvolvem verticalmente e atingem grandes altitudes. Gotículas de água adentram essas nuvens e, em seguida, são congeladas em razão das condições térmicas.


DAPHNIA - Género de crustáceos da ordem Cladocera, normalmente chamada de pulga d' água ou dáfnia.

 

DEUSES EGÍPCIOS - São divindades que fazem parte da mitologia do Egito Antigo. Essas divindades eram onipresentes e metamórficas que influenciavam os elementos e controlavam a natureza. Os deuses egípcios têm muito em comum com os homens: podem nascer, envelhecer, morrer; além de possuírem um nome, sentimentos e corpo que deve ser alimentado.

    O culto mais conhecido era o de Ísis e Osíris. Os egípcios acreditavam que eles haviam povoado todo o Egito, bem como instruído os camponeses com as técnicas de agricultura.

Rá-Atum - Primeiro deus do panteão, Rá-Atum é o responsável pela criação do mundo. Representado pelo Sol, ele é descrito de diversas formas, sendo a mais comum com a face de uma ave de rapina. Os egípcios acreditavam que seu rei (o Faraó) era a encarnação de Rá.

Osíris - Descendente de Rá, OSIRIS  é o filho mais velho do casal Geb e Nut. Ele reinou sobre a Terra como o primeiro Faraó do Egito.

Ísis - Esposa-irmã de Osíris, ÍSIS era protetora, piedosa e estava relacionada à magia. Com Osíris teve o filho Hórus.

Set - Deus do caos, SET é responsável pelas guerras e por toda a escuridão. Com a forma do porco-formigueiro, ele matou seu irmão: Osíris.

Nephthys - Irmã-esposa de Set e após a morte de Osíris, separou-se de seu esposo e juntou-se à sua irmã Ísis em luto.

Hórus - Filho de Osíris e Ísis, HÓRUS é representado com cabeça de falcão e corpo de homem. É o protetor dos faraós e das famílias. Lutou contra Set pelo trono do principal deus do Egito após o assassinato de seu pai, Osíris.

Hathor - Deusa guardiã das mulheres e protetora dos amantes. HATHOR é esposa de Hórus, representada com a cabeça ou as orelhas de uma vaca.

Anúbis - Com cabeça de chacal, ANÚBIS nasceu da união de Osíris e Nephthys. Foi responsável pela mumificação ao embalsamar o corpo do pai.

Thoth - Alguns textos evocam-no como filho de Rá, enquanto outros, como de Set. Patrono da Lua, da sabedoria e da cura, Thoth possui a cabeça de uma ave.

Bastet - BASTET é a deusa da fertilidade, sexualidade e do parto. Com cabeça de gato e corpo de humano, ela é considerada a protetora das mulheres.


Sekhmet - Deusa com cabeça de leoa, SEKHMET é filha de Rá e, por isso, reflete o aspecto destrutivo do Sol.



ÊXODO - É segundo livro do Antigo Testamento, na Bíblia Hebraica e segundo também na Torá, que conta os fatos que  ocorreram um século após a construção das Grandes Pirâmides do Egito. Atribuído a Moisés, porém os estudiosos modernos entendem que o livro foi, inicialmente, produzido no cativeiro da Babilônia, no século VI a.C., tendo como base tradições escritas e orais mais antigas; com revisões finais no período pós-exílio (século V a.C.).  

     

    Neste livro são descritas as principais características da identidade de Israel: a fuga, a aliança com Deus, que escolheu Israel, a vida comunitária e suas leis necessárias. A primeira grande deportação ocorreu no ano de 598 a.C. Nessa fase houve o saque do templo de Jerusalém, mas não sua destruição. A destruição do templo ocorreu com a segunda leva de deportações, efetuada em 587 a.C. Ambas foram executadas a mando do imperador Nabucodonosor II. Os hebreus permaneceram no cativeiro até o ano de 538 a.C., quando Ciro, o Grande, imperador persa, permitiu aos hebreus que retornassem à sua terra de origem e aos seus costumes religiosos. Foi a partir dessa concessão de Ciro que os hebreus puderam reorganizar-se e, inclusive, reconstruir o templo de Jerusalém, como pode ser consultado em livros bíblicos, como o Livro de Esdras. Segundo o historiador Simon Schama:



    “Décadas tinham transcorrido desde que o rei Ciro, em conformidade com a política persa de fazer voltar os deportados e restaurar os cultos locais (esperando obter, com esse favor, a lealdade dos subjugados), autorizou por decretos, ''no primeiro ano'' (2º Crônicas, 36,22) de seu reinado, o retorno dos israelitas a Yahud, como conta o Livro de Esdras. O jovem príncipe Zorobabel, que alegava provir da antiga linhagem real davídica, fora escolhido para liderar, junto com o sumo sacerdote Yeshua, a volta de alguns milhares de israelitas para Jerusalém.” [SIMON SCHAMA].



FARAÓ - Era o título dado ao rei do Egito, e ele se auto intitulava “filho de Rá”, como um deus. Além do deus falso Rá, os egípcios criam em um panteão de outros deuses que eram tidos como os responsáveis pela vida, fertilidade, imortalidade, entre outros. Trinta dinastias se revezaram no trono num período compreendido entre 3.100 a.C. até 332 a.C. Assim, muitos governantes egípcios se destacaram por sua capacidade política, militar ou porque deixaram grandes construções.


 

GRANDES REIS DO EGITO

Amenhotep IVTido como pai de Tutancâmon.  Era devoto de Aton, representado pelo disco solar e até então uma divindade um tanto obscura, e resolveu transformá-lo no único deus dos egípcios. Abolindo o politeísmo no Antigo Egito. Como se não bastasse, mudou seu nome para Akhenaton, fundou uma nova capital, a cidade de Akhetaton. 


Menés (ou Narmer) - Foi o primeiro líder a reinar no Baixo e no Alto Egito, entre 3.200 a.C. e 3.000 a.C. Fundou a cidade de Mênfis, iniciou o culto a vários deuses e soube governar com habilidade para não descontentar as duas regiões do seu território.


Miquerinos - Era filho de Quéfren e da rainha Khamerernebti I. Foi casado com a sua irmã Khamerernebti II, tendo tido mais duas esposas. A Pirâmide de Miquerinos, assim como as outras de Gizé, foi construída para servir como templo mortuário para o faraó. A altura original da pirâmide era de aproximadamente 66 metros. A estimativa é de que o peso das pedras das paredes da pirâmide podem chegar até 220 toneladas.


Ramsés II - Governou 66 anos de 1279 a 1213 a. C. Uma de suas esposas, Nefertari, teve um papel político importantíssimo durante seu longo reinado. Grande construtor, estabeleceu uma nova capital denominada Pi-Ramsés. No entanto, teve que deixar partir os hebreus diante das pragas que assolaram o Egito. (CF. Juliana Bezerra. Professora de História).


Quéfren - Foi um faraó egípcio da quarta dinastia. Ele era filho de Quéops. Ele viveu durante a “idade de ouro” do Antigo Império. Com 143 metros de altura, a Pirâmide de Quéfren é o segundo maior monumento do Egito Antigo e foi construída com pedras de calcário que pesam mais de 2 toneladas, a mando do faraó Quéfren, filho do faraó Quéops, que reinou entre os anos de 2520 a.C. e 2494 a.C.



Quéops - Foi o segundo faraó da 4ª dinastia do Antigo Egito e o responsável pela construção da maior da pirâmide que leva seu nome, uma das três Pirâmides de Gizé, únicas das Sete Maravilhas do Mundo Antigo ainda existentes, localizadas na Necrópole de Gizé, na região de Haram. A mais alta das pirâmides, a de Quéops, com 139 metros,  tinha 147 metros de altura, originalmente, e demorou aproximadamente 25 anos para ser terminada. As principais pirâmides egípcias são a de Quéops (2530 a.C.), Miquerinos (2471 a.C.) e Quéfren (2500 a.C.). Geralmente os nomes dados a essas construções se referem ao faraó que as construiu. 


Tutancâmon - O mais novo Faraó do Egito, dos 10 aos 19 anos de idade, reinou de 1.333 a.C. e 1.323 a.C. Era o provável filho do faraó Amenhotep IV. Restaurou o politeísmo abolido pelo pai, e Tebas como capital do Egito. Sua figura não é tão lembrada pelos seus anos de governo, mas sim por causa do fabuloso achado da sua tumba, em 1922, que trouxe uma nova perspectiva para a Egiptologia. A importância atribuída atualmente a esse faraó está relacionada ao fato de sua tumba, situada numa pirâmide no Vale dos Reis, ter sido encontrada intacta. Nela, o arqueólogo inglês Howard Carter encontrou, em 1922, uma grande quantidade de tesouros.



JUDEU - O termo “judeu” se refere ao povo de todas as 12 tribos. Hebreu se origina de Éber; que é Israelita, de Jacó; e judeu, da tribo de tribo Judá. Como esta tribo foi dominante no retorno do povo das doze tribos de Israel à terra prometida, todos eles ficaram conhecidos como judeus. 



GAFANHOTOS - Em julho de 2020, uma enorme nuvem de gafanhotos, com quilômetros de extensão, destruiu lavouras de milho na Argentina. Eles são da espécie Schistocerca cancellata provenientes da região do Chaco, no Paraguai, que têm grau de parentesco com outras espécies conhecidas por atravessarem o Oceano Atlântico vindas da África. Conforme Ricardo Felicetti, fiscal estadual agropecuário e chefe do Departamento de Defesa Vegetal da Secretaria da Agricultura. A nuvem de gafanhotos vinda da Argentina que estava a caminho do sul do Brasil, mudou de direção e desviou para o Uruguai. Voando cerca de 150 quilômetros por dia e depositando no solo de 80 a 120 ovos, os Schistocerca cancellata têm como característica o fato de serem migratórios. Soma-se a isso, o comportamento gregário, ou seja, de andar em bandos.  [Ricardo Felicetti]




GAFANHOTOS OUTRAS PASSAGENS BÍBLICAS. 

 

    Há, na Bíblia, várias passagens que remetem a destruição das plantações por gafanhotos, cita-se abaixo, textos dos dois profetas, Joel e Amós, que se referem explicitamente a este inseto, bem como os vários nomes pelos quais é designado.

 

Nomes do gafanhoto em hebraico

 

    Encontramos em hebraico para gafanhoto o nome de 4 tipos de gafanhotos assim caracterizados: 1) Gafanhoto cortador; 2) Gafanhoto migrador; 3 Gafanhoto devorador e 4) gafanhoto destruidor:


    1)“Gazam” em hebraico transliterado (traduzido como gafanhoto cortador. Em (Am 4,9): e em (2 Rs 6,4)

 – “e, chegando eles ao Jordão, cortavam (do verbo gazar) madeira”.

    2)“Arbeh” em hebraico transliterado (traduzido como gafanhoto migrador). Em Levítico (Lv 11,22) apresenta-se como um inseto que é permitido comer. “Deles, comereis estes: a locusta (arbeh), segundo a sua espécie...”.

    3)“Yekeq em hebraico transliterado (traduzido por devorador). Em (Jr 51,14).

    4) “Hasiyl em hebraico transliterado (traduzido por destruidor). Em (1 Rs 8,37).


    Provavelmente o gafanhoto Locustra que devorava as plantações foi o tipo de gafanhoto do qual João se alimentou no deserto (...) devoradores, que apareciam em nuvens e atacavam as poucas plantações da Palestina O texto de Joel 1,4 narra à presença desta praga em Israel:





Bíblia de Jerusalém (cf. referências)

Joel 1,4



 

Notas em Joel 1, sobre as palavras arbeh, yelek, hasîl, gazan. 


  





Em AMÓS 4,9





MOISÉS - Foi um dos profetas mais importantes do Judaísmo e do Cristianismo, e igualmente reconhecido pelo Islamismo. Era da tribo de Levi e Coate, filho de Pharaoh 's Daughter, Anrão e Joquebede. Seus filhos: Gérson e Eliezer. 

    Foi um líder religioso, o segundo juiz de Israel, legislador e profeta, a quem a autoria da Torá é tradicionalmente atribuída. 

    Nasceu na Terra de Gósen, no Egito, na época em que o faraó mandou exterminar todas as crianças filhas de hebreus (Êxodo 2: 1-10). Segundo a Bíblia, Yocheved, mãe de Moisés, o colocou em uma cesta de vime calafetada em um local estratégico nos juncos que cresciam ao longo das margens do rio Nilo. 

    O choro do bebê alerta uma das filhas do faraó, que leva o bebê. A irmã de Moisés, Miriam, observa escondida, mas sai quando fica claro que a princesa está planejando manter a criança, ela pergunta à princesa se ela gostaria de ter uma ama de leite hebraica. 

    Tendo a princesa concordado, Miriam levou a  criança para que a mãe verdadeira o guardasse e amamentasse seu próprio filho. Porém, com três meses aproximadamente, tornou-se difícil mantê-lo no esconderijo; então, foi entregue de volta a filha do faraó, que lhe deu o nome de Moisés e o educou como um nobre. Assim cresceu Moisés na corte egípcia, onde teve uma educação refinada, gozando das regalias de um ambiente palaciano. 

    Faleceu em Monte Nebo, na atual Jordânia. No entanto, dando-se conta da vida miserável dos seus irmãos hebreus escravos do Faraó, revoltou-se contra um feitor que os açoitava e o matou. Para evitar ser denunciado, fugiu para a terra de Madiã, vivendo no deserto, ajudando o sacerdote Jetro e se casando com Séfora, uma de suas sete filhas. 

    Segundo o relato bíblico, quando pastoreava as ovelhas de seu sogro teve a visão de um anjo e o chamamento de Deus que o predestinava a salvar seu escravizado e recebeu poderes especiais com os quais poderia convencer o faraó a libertar seu povo. por isso, Moisés voltou ao palácio e fez o pedido ao faraó, mas esse recusou. Daí começa a narrativa das Dez Pragas até a libertação de seu povo e a chegada à terra prometida, Canaã. 

 

    Segundo DEUTERONÔMIO, Moisés morreu antes de atravessar as fronteiras do solo prometido, tinha cento e vinte anos. Foi sepultado no vale, na terra de Moab, na frente de Bet-Fegor. “Os israelitas choraram por Moisés, nas estepes de Moab, durante trinta dias, até que terminou o luto por Moisés” (Dt 34, 8).



MOSCA DE ESTÁBULOS - [Entomologia Stomoxys calcitrans]; também chamada beruanha, merunhanha, merunhana e murianha. Etimologia (origem da palavra meruanha). Do tupi mberú ãia.



RIO NILO - Localizado no meio do deserto, ao Sudeste do Egito, o rio permitia a sobrevivência humana, tornando as terras em suas margens cultiváveis. Qualquer alteração nas suas águas provocariam grandes catástrofes para o país.

-OS DEZ MANDAMENTOS E O FENÔMENO DA PNEUMATOGRAFIA. (Federação Espírita. FEBNET. ver WEBGRAFIA )




PNEUMATOGRAFIA - Na pneumatografia, o Espírito escreveria diretamente, sem intermediário, dispensando a “mão” de um médium.  Pneumatografia (do grego pneuma: sopro, Espírito + graphein: escrito, descrição, estudo), também chamada de Escrita Direta, é uma variedade de fenômeno mediúnico, da classe de efeitos físicos, em que um Espírito manifesta-se através de uma representação gráfica (texto ou imagem) diretamente produzida por ação espiritual, sem o auxílio efetivo do médium — como no caso da psicografia. Pela pneumatografia, a mensagem escrita (num papel, na parede, numa superfície qualquer) surge extraordinariamente, pelo mecanismo mediúnico. Essa categoria de manifestação foi estudada e descrita por Allan Kardec em O Livro dos Médiuns, capítulo XII, que observa ainda tratar-se de um fenômeno raro e facilmente explorado por charlatões, que simulam capacidades mediúnicas. [PORTAL DA LUZ, ver referências]. GRIFOS NOSSOS



VENTOS SINÓTICOS - O termo sinótico (Do grego< synoptikos, que significa elaborar  uma visão geral de um local. A palavra “sinótico” basicamente significa “mesma visão”, do grego syn (mesmo) e ótico (relacionado à visão). Termo utilizado para nomear fenômenos que possuem grande variação espaço-temporal, como ciclones, anticiclones, massa de ar, etc. Localizado no continente africano, o deserto do Saara ocupa uma área de aproximadamente 9 milhões de quilômetros quadrados. Ele também é considerado o maior deserto quente do planeta. Os ventos do deserto do Saara provocam grandes tempestades de areia que se alastram em larga escala. O vento Simum (do francês simoun) ou samiel é um vento quente que sopra do centro da África em direção ao norte. No deserto do Saara, por exemplo, o simum é capaz de provocar grandes tempestades de areia, capazes de chegar até o Marrocos. [USP ENSINO, VER REFERÊNCIAS]. 



TEMPESTADE DE AREIA - Uma tempestade de areia ou tempestade de poeira é um dos fenômenos denominados litometeoros e ocorre quando a umidade relativa do ar  é mais baixa que 80% permitindo a suspensão de partículas  em sua maioria sólidas mas não aquosas pelo ar. O resultado pode ser névoa seca, tempestade de areia (ou poeira), turbilhão de areia (ou de poeira). [wikipedia, VER REFERÊNCIAS]


    Uma Tempestade de areia próximo ao Delta do Nilo, foi vista e fotografada pela EFI ( ELECTRONIC FOR IMAGING). Tempestades de areia são vistas na Patagônia Argentina, nas Grandes Planícies norte-americanas (década de 1930), no Oriente Médio, na Austrália e na Ásia Central, além do deserto do Saara. 




AS TEMPESTADES DE AREIA NOS LIVROS DE HERÓDOTO AUTOR GREGO, CONSIDERADO O PAI DA HISTÓRIA


HISTÓRIA - LIVRO III, CAP. I a II


“I - Foi contra Amásis que marchou Cambises, filho de Ciro, com um exército composto de povos submetidos, entre os quais os Iônios e os Eólios. Eis aqui o motivo dessa guerra: Cambises, por um embaixador, mandara pedir a mão da filha de Amásis. Movera-o a isso o conselho de um médico egípcio, que desejava vingar-se de Amásis, pois este o tinha separado da esposa e dos filhos para enviá-lo à Pérsia, quando Ciro solicitou ao soberano que lhe enviasse o melhor especialista em moléstia dos olhos existente no Egito. Ressentido com seu soberano por ter a escolha recaído sobre ele, o médico não cessava de animar Cambises a pedir a filha de Amásis em casamento, sabendo que, se este recusasse o pedido, Cambises o odiaria. Amásis, que detestava os Persas tanto quanto lhes temia o poderio, não sabia se devia ou não aceder à solicitação do príncipe persa, tanto mais que não ignorava que sua intenção não era desposar a princesa, mas fazê-la sua concubina. Depois de muito refletir, Amásis tomou a seguinte resolução:

Vivia na corte uma filha de Ápries, por ele destronado, única sobrevivente da família e dotada de grande beleza. Chamava-se Nitetis. Fazendo-a vestir riquíssimo traje, todo bordado de ouro, Amásis enviou-a à Pérsia, como se fosse sua filha. Algum tempo depois, como Cambises a saudasse pelo nome do pai, ela replicou nestes termos: “Amásis, senhor, vos enganou. Enviou-me ele a vós com estas ricas indumentárias em lugar de sua filha. Meu pai chamava-se Ápries, por ele destronado e morto pelos Egípcios que se sublevaram sob seu comando”. Cambises, irado ante aquela revelação, decidiu prontamente vingar-se, declarando guerra ao Egito.

II — Foi essa, segundo os Persas, a causa da guerra que Cambises moveu contra os Egípcios (...).”


CAP. XXXV a XXVI 


XXV — Partindo de regresso ao Egito, os espiões de Cambises fizeram-lhe um relato completo do que se passara na corte etíope. O soberano, tomado de cólera ante o inesperado desfecho da missão, decidiu marchar incontinênti contra os Etíopes, e, sem mesmo providenciar sobre o abastecimento de víveres para o exército e sem pensar na distância que o separava do país que ia atacar, pôs-se a caminho com quase todas as tropas de terra, deixando no Egito apenas os Gregos que o tinham acompanhado até lá. Ao chegar a Tebas, escolheu cerca de cinqüenta mil homens, ordenando-lhes que reduzissem os Amônios à escravidão e depois queimassem o templo onde Júpiter concedia oráculos, após o que continuou a marcha para a Etiópia com o restante do exército.

As tropas ainda não tinham feito a quinta parte da jornada, quando se viram inteiramente desprovidas de alimento, sendo obrigadas a lançar mão das bestas de carga para minorar a situação, que, entretanto, continuou precária. (...) Mas, sem levar em conta a gravidade da situação, continuou a marcha para diante. Enquanto havia campo, os soldados alimentavam-se com ervas que iam colhendo à sua passagem; mas ao chegarem à região árida, a fome tornou-se cruciante, levando-os a cometer horrível desatino: tiraram a sorte e comeram um companheiro entre cada dez. Ao ter conhecimento do fato, Cambises, receando que os soldados continuassem devorando uns aos outros, resolveu desistir da empresa, regressando a Tebas, onde chegou com suas tropas já bastante desfalcadas. De Tebas foi a Mênfis, onde despediu os Gregos, permitindo-lhes voltar à pátria.

 

XXVI — Quanto às tropas enviadas contra os Amônios, conta-se que, partindo de Tebas acompanhadas de guias, atingiram Oásis, cidade habitada pelos Sâmios, pertencentes, segundo dizem, à tribo escrioniana. Oásis, que em grego denomina-se ilha dos Bem-aventurados, dista sete dias de Tebas, e a ela pode-se ir por um caminho arenoso. Embora se afirme que as tropas persas foram até lá, ninguém sabe o que lhes aconteceu em seguida, a não ser os próprios Amônios e os que por eles foram informados. O que é certo é que elas não chegaram ao seu ponto de destino, nem regressaram ao Egito. Dizem os Amônios que essas tropas, tendo partido de Oásis, já se encontravam quase na metade do caminho para o seu país quando foram surpreendidas, durante o repasto, por uma tempestade de areia, que os sepultou a todos.” [GRIFOS NOSSOS]

História -Heródoto Versão para eBook eBooksBrasil. 

 

 


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REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA



-BÍBLIA DE JERUSALÉM. Nova edição, revista e ampliada, ed. Paulus: São Paulo. 2002.


-LA BIBLE. TŒB. Cerf - Biibli’O - Société Biblique Française. Notes intégrales. Traduction œcuménique. 12ème. éd.  Paris. 2011.

 

 

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WEBGRAFIA

 


-BETTENCOURT, DOM ESTEVÃO. Para entender o Antigo Testamento. DISPONÍVEL em:

-https://afeexplicada.wordpress.com/2015/09/03/as-dez-pragas-do-egito/



-BÍBLIA  [https://www.abiblia.org/ver.php?id=4551]

 [https://www.abiblia.org/ver.php?id=9202]


-BEZERRA, Juliana. Tudo Sobre a Vida do Faraó. DISPONÍVEL EM: https://www.todamateria.com.br/farao


-CASTRO NERI & LOIOLA, Gabriela de, Rita. A verdade sobre as 10 pragas do Egito. DISPONÍVEL em:

https://veja.abril.com.br/ciencia/a-verdade-sobre-as-10-pragas-do-egito] Atualizado em 6 Maio 2016.



-COELHO, Liliane Cristina. Urbanismo e Cidade no Antigo Egito. DISPONÍVEL em:

http://www.passeidireto.com/arquivo/16812281/urbanismo-e-cidade-no-antigo-egito).



-COELHO DIAS, José Amadeu. Hebreus e Filisteus na Terra de Canaã. Tese de doutorado em História da Antiguidade Oriental, Universidade de Porto, FLUP, 1993. Portugal). DISPONÍVEL em:

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FEBNET. DISPONÍVEL em:

https://www.febnet.org.br/blog/geral/colunistas/os-dez-mandamentos-e-o-fenomeno-da-pneumatografia/


-GRANJA, Fátima. AS PRAGAS DO EGITO, in: Fidelidade Espírita, N º 24, número especial, ano 2, set. 2004.


HERÓDOTO, História (484 A.C. - 425 A.C.) Versão para eBook

eBooksBrasil.  http://www.ebooksbrasil.org/eLibris/historiaherodoto.html



PORTAL DA LUZ. ENCICLOPÉDIA ESPÍRITA. DISPONÍVEL em:

https://www.luzespirita.org.br/index.php?lisPage=enciclopedia&item=Pneumatografia



-SCHAMA, Simon. A história dos judeus. São Paulo: Cia. Das Letras, 2015. pp. 51-2. DISPONÍVEL em: 

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 https://pt.wikipedia.org/wiki/Tempestade_de_areia]